Brasil pode importar e exportar doenças durante a Copa

"Turistas podem infectar brasileiros com sarampo, meningite e chikungunya. Dengue e diarreia do viajante estão entre as ameaças aos estrangeiros"

A seleção comemora com o público no Maracanã depois da final da Copa das Confederações, entre Brasil e Espanha, no Rio de Janeiro
Em partida inesquecível, o Brasil derrota a Espanha e levanta a taça da Copa das Confederações no Maracanã
Torcedores fora do estádio do Maracanã antes da final da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha, no Rio de Janeiro
Cerimônia de encerramento antes da final entre Brasil e Espanha, no Estádio do Maracanã, em 2013

Cerca de 600 000 turistas estrangeiros são esperados no Brasil durante a Copa do Mundo. O grande contingente de pessoas vindas de várias partes do planeta favorece o intercâmbio de vírus e bactérias que podem causar doenças tanto nos brasileiros quanto nos estrangeiros.

Para os brasileiros, a ameaça são enfermidades que estão controladas no país, mas em atividade fora daqui, como o sarampo. "A Europa vive um surto de sarampo, causada pela queda na adesão à vacinação. O risco é maior para crianças com menos de um ano, que, nessa faixa etária, ainda não foram imunizadas, e moradores de regiões com baixa cobertura da vacina", afirma o pediatra Renato Kfouri, presidente da Associação Brasileira de Imunizações (SBIM). De abril de 2013 a março de 2014, 9 579 casos de sarampo foram registrados no velho continente, segundo o Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças.

Outro perigo é a meningite. A vacina oferecida na rede pública brasileira protege apenas contra o sorogrupo C, mais comum no país. "Mas há tipos que circulam em outros lugares, como o W-135, no Chile, na Argentina e em algumas partes da África, e podem ser trazidos com os turistas", diz Kfouri. No Chile, por exemplo, 32 casos de meningite W-135 foram confirmados entre janeiro e maio de 2014.

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