15 momentos importantes da história da República Brasileira.

No dia 15 de novembro de 1889, a República foi proclamada no Brasil. Foi o início do período moderno da política do país, com alternância de poder, uma gradual democratização e muitos conflitos. Confira 15 momentos importantes da história da nossa República.
1. Proclamação
Com a crise da monarquia, desgastada por uma série de ações do imperador Dom Pedro II, e por um fortalecimento do movimento republicano, o Marechal Deodoro da Fonseca liderou um golpe militar que depôs o imperador e estabeleceu um governo provisório comandado por ele próprio. Em 15 de novembro de 1889, nascia a República brasileira.


2. Primeiro presidente civil
Prudente de Morais já estava no governo dos militares, chegando a disputar a primeira eleição brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca, mas perdendo. Representante da oligarquia cafeeira de São Paulo, Morais foi membro do Senado e da Constituinte, e ganhou as eleições de 1894. Começava aí a política do “café-com-leite”, entre as oligarquias paulista e mineira na alternância do poder.

3. Revoltas
A mudança de regime no governo brasileiro desencadeou, direta e indiretamente, uma série de conflitos no Brasil. Foram marcantes, entre outras, a Revolução Federalista (1893-1895), lideradas por gaúchos que queriam mais autonomia, e as revoltas messiânicas de Canudos (1896-1897) e Contestado (1912-1916), nas quais o Estado interveio, matando milhares de brasileiros.

4. Movimento Tenentista
Descontentes com a situação política, oficiais de baixa patente se articularam em revoltas e movimentos de pressão por mudanças estruturais. Exigiam, entre outros, o voto secreto e uma reforma na educação pública. Os episódios mais importantes foram a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, em 1922; a Revolta Paulista de 1924; e a Coluna Prestes, que atuou de 1922 a 1953.

5. Revolução de 30
Quando a oligarquia paulista rompeu com a mineira, a candidatura do paulista Júlio Prestes foi lançada. Ele, porém, não chegou a tomar posse. Mineiros, paraibanos e gaúchos deram um golpe que depôs o presidente em exercício, Washington Luiz, e colocaram Getúlio Vargas para assumir o governo provisório. Foi o fim da República Velha e o início da Era Vargas.

6. Estado NovoAproveitando a ameaça de um plano comunista, o gaúcho Getúlio Vargas dá um golpe de Estado, com o apoio da classe média e dos militares, e toma o poder antes das eleições de 1938. No poder, Vargas fecha o Congresso e impõe uma nova Constituição, baseada no modelo autoritário da Polônia daquela época. O período ficou marcado como uma ditadura civil, com órgãos de controle e propaganda e repressão a movimentos políticos, terminando apenas após o fim da Segunda Guerra Mundial.

7. Populismo
Com o fim da Era Vargas, em 1945, o país entra em um período de populismo político, em que a figura do governante é central para a campanha. Foram presidentes neste período Eurico Gaspar Dutra, Getúlio Vargas, Juscelino Kubistchek, Jânio Quadros e João Goulart. O período foi marcado por liberalismo e por uma maior democratização dos processos políticos.

8. Suicídio de Getúlio
Getúlio Vargas volta à Presidência da República em 1950, agora em um período democrático, mas sente dificuldade em governar sem uma maioria absoluta no Congresso. Após muitas reviravoltas em seu governo, oposicionistas liderados pelo jornalista Carlos Lacerda exigem o impeachment de Vargas. Perseguido e derrotado, o presidente se suicida com um tiro no peito no Palácio do Catete, no dia 24 de agosto de 1954. A partir daí, os oposicionistas foram perseguidos e levariam mais dez anos para finalmente tomar o poder.

9. Construção de Brasília
A lei nº 2.874, de 1956, transferia a capital federal do Rio de Janeiro a Brasília, cidade que começou a ser construída naquele mesmo ano, com o propósito de colocar a capital no centro do país. Com projeto inovador do urbanista Lucio Costa e do arquiteto Oscar Niemeyer, Brasília levou quatro anos e US$ 1 bilhão até ficar pronta.

10. Golpe militar
Em meio ao clima da Guerra Fria, militares e classes conservadoras tomam as ruas, receosos com as tendências comunistas do governo de João Goulart, que deu abertura às organizações sociais. Goulart, temendo uma guerra civil, se exila no Uruguai. Os militares tomam o poder e decretam o Ato Institucional número 1, em 1964, dando início a um período de 20 anos com militares no comando do país.

11. AI-5
O mais duro Ato Institucional declarado durante a ditadura entrou em vigor em 13 de dezembro de 1968, durante o governo Costa e Silva. Entre seus efeitos, a proibição de passeatas políticas, a instauração de censura para veículos de comunicação e uma série de direitos conferidos ao presidente são os mais notórios. O AI-5 representou o recrudescimento do regime militar.

12. Anistia
Promulgada em agosto de 1979, a Lei 6.683 concedia anistia “ampla, geral e irrestrita” a todos que cometeram crimes políticos entre 1961 e 1979. Isso permitiu que muitos brasileiros exilados no exterior pudessem retornar ao Brasil. Historiadores apontam a Lei da Anistia como o começo do fim da ditadura.

13. Redemocratização
Com a ditadura enfraquecida e uma abertura política gradual, milhões de pessoas vão às ruas pedir eleições diretas para presidente, em apoio à “Emenda Dante de Oliveira”, uma PEC que implementava o sistema. A emenda foi rejeitada, mas em 1988 uma nova Constituição foi escrita, dando início ao período moderno de democracia no país, que permitiu momentos como a eleição de um sindicalista e da primeira mulher presidente brasileira.

14. Impeachment
Descontentes com o governo de Fernando Collor, responsável por bloquear a poupança dos brasileiros e acusado de corrupção, milhões de cidadãos com as faces pintadas de preto fazem passeatas, em agosto de 1992, pedindo impeachment. O movimento ficou conhecido como “geração cara-pintada”. A Câmara decide pelo impeachment de Collor. Ele é afastado em 2 de outubro de 1992 e o vice, Itamar Franco, assume a Presidência. Itamar foi sucedido por Fernando Henrique Cardoso (1995-1998 e 1999- 2002), Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006 e 2007-2010) e Dilma Rousseff (2011).

15. Jornadas de junho
A partir de uma passeata simples pela redução de 20 centavos na tarifa de ônibus em São Paulo, em junho de 2013, duramente reprimida por forças policiais, milhões de brasileiros foram às ruas em diversos estados em solidariedade aos civis feridos e também por serviços públicos de qualidade, como saúde e educação. Ficou famosa a expressão “não é só pelos 20 centavos”, em referência à causa inicial dos protestos.


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